terça-feira, 24 de maio de 2011

Em mãos.
Fred.
Deixa eu tentar te explicar.

É sexta-feira. E já esta no horário da partida do sol.
E você sabe bem como fico em dias assim... Nessas horas.
Já começo a pensar em tudo que poderá acontecer. Tudo dando certo ou não. Melhor que não dê. Que geralmente é mais divertido... Começo então a pensar que talvez não seja por acaso que você não esteja perto de mim. Começo a pensar que pode ser melhor. Começo até a gostar...
Dias que eu começo a esquecer um pouco de você.
Mesmo sendo você tudo pra mim.
Hoje é o dia que meu cabelo fica com um brilho diferente, as abelhas e as flores vem me cortejar e perguntar se por acaso eu quero um pouco mais de açúcar.
Um pouco mais de chá.
Pra lhes contar o meu segredo...
Não tenho segredo algum, mas finjo que tenho pra não acabar com o mistério...
E eu sinto um não sei o que por tudo que é belo, feio, engraçado e curiosamente me encanta.
E foi hoje. Em um dia desses.
Quando eu estava pensando comigo mesma.
Se o prazer de fazer um colar de margaridas é mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas.
Quando subitamente você entrou aqui.
Aqui dentro, sabe? Dentro de mim.
E aí então, essa imagem sua tão real, resolveu me olhar.
Não falou nada.
Só ficou me olhando.
E ai eu resolvi te escrever outra carta.
Porque embora eu ainda não tenha certeza disso, Amor, eu te amo.
E depois da carta que lhe fiz. Depois que você respondeu. Eu tenho me sentido bem.
Eu tenho que confessar.
Não abri a sua carta. Não sei o que escreveu pra mim, mas sei que foi bonito. Confio em você.
E não acredite nos que dizem que estou ficando maluca.
Por favor, algumas pessoas mentem e outras enlouquecem.
Algumas pessoas só se afastam.
Fred. Não me deixe nunca sem respostas... Por favor.
Não me deixe nunca ser passada em branco, tá?
Não precisa prometer.
Mas não me deixa em branco nem me esquece nem me apaga.
E nem some, porque eu nunca te acho e nunca me acho sem você.

Tenho que ir agora, Fred.
As borboletas e os cogumelos acabaram de chegar.
Vou inventar uma mentira qualquer pra não ter que contar o meu segredo.
Aquele lembra.
Invento uma mentira qualquer. Você não demora. E ai a gente faz ser verdade... Porque logo logo as formigas vão bater na minha porta e você sabe bem, Amor, o quanto elas são exigentes...



Sarah.

p.s.: Se agasalhe. Se alimente. E não enlouqueça sem mim...

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